Na Bahia, as pessoas estão morrendo nas ambulâncias ou na porta das UPAs.

De Alexandre Santos para o UOL, editado.

“Não duvide que hoje não temos vagas para as pessoas nos hospitais, e muitas delas (as pessoas) estão falecendo dentro das ambulâncias e na porta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)”.

O alerta feito pelo médico Pedro Julião, que atua no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mostra a dimensão do drama de quem necessita de um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) voltada para o tratamento de covid-19 na Bahia.

Em meio ao colapso nas redes pública e privada de saúde, um paciente que hoje busca atendimento em Salvador tem aguardado de 36 a 48 horas por uma vaga. Antes do cenário crítico da pandemia, o tempo de espera era, em média, de até oito horas.

“As vagas surgem quando o paciente recebe alta ou morre”, diz o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM).

Até o início da tarde, 337 pessoas aguardavam na fila por um leito de UTI em todo o estado, onde 84% dos leitos já estão ocupados, segundo dados da Sesab (Secretaria de Saúde da Bahia).

Na capital, que passou absorver uma demanda crescente de doentes residentes no interior, 117 pacientes estão à espera de uma vaga. O número é o mais alto desde o início da pandemia.

“Temos um novo recorde (117). Ontem eram 107. Anteontem eram 96. Os números não cedem. Por mais que estejamos com medidas mais restritivas, os números continuam crescendo em nossa cidade. Se os números não cederem, precisaremos adotar medidas ainda mais restritivas. Estamos com limite de respiradores, equipes e locais disponíveis na cidade”, afirmou Bruno Reis em uma coletiva virtual.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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