O horror não começa de um dia para o outro. Se instala no seio da Pátria lento e inexorável.

Quando se instalou o período do horror na Alemanha, no início dos anos 30 a única saída para os perseguidos, judeus, ciganos, homossexuais e portadores de defeitos físicos era a fuga para outros países. Veículos de comunicação, rádios e jornais, eram controlados pelo Partido Nazista.

Hoje em dia, a capilaridade intensa das mídias sociais, não permite mais que se façam execuções em massa, prisões indevidas, torturas e confisco de bens como se fez antes e depois da deflagração da guerra. Os “judeus” não vão mansamente para a vala das execuções como antigamente.

De vez em quando, algumas prisões arbitrárias e intimidatórias, como foi a dos meninos que seguraram uma faixa em frente ao Palácio do Planalto contra o genocídio. Ou da Senhora que pagou um out-door em Goiânia para falar sobre o valor do pequi roído.

Tudo começa lentamente e com o disfarce mal enjambrado de “justiça”. Em Uberlândia, em Brasília e outras cidades do País, dezenas de pessoas estão sendo intimadas ou conduzidas a delegacias para prestar depoimento, depois do pouco alentador “chá-de-banco”.

Se não houver resistência a esse movimento intimidador, em breve as ações se agravarão e milicianos percorrerão as ruas aplicando a justiça sumária.

No Brasil de hoje, o pior sempre está para acontecer. Não temos coragem para visões otimistas de futuro.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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