“Não é o Estado que fiscaliza a imprensa, é a imprensa que fiscaliza o Estado”. Carlos Ayres Britto
Tragédia sanitária em São Paulo atinge proporções inéditas.
O Estado bate novo recorde e registra 1.193 novas mortes por coronavírus em 24h.
Além disso, tem 1.500 pacientes na fila à espera de leito de UTI.
Foto: Divulgação/FMRP-USP
O estado de São Paulo registrou 1.193 novas mortes provocadas pela Covid-19 nesta sexta-feira (26), o recorde em 24 horas desde o início da pandemia. Há três dias, o estado havia passado pela primeira vez de mil mortes em um dia, com 1.021 óbitos. As informações são do portal G1.
Ao todo, o estado contabiliza mais de 70 mil vidas perdidas para o coronavírus. São 70.696 mortes. Nesta sexta, foram registrados 21.489 casos da doença, totalizando 2.392.374 infecções.
A média móvel agora é de 557 mortes diárias. O estado de São Paulo está há 25 dias com tendência de alta nas mortes.
Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período.
Fila de espera de leitos
O estado de São Paulo tinha, até a noite desta quinta-feira (25), 1,5 mil pessoas com Covid-19 na fila de espera por um leito de UTI. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass).
Na capital paulista, a Prefeitura de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (25) a morte de mais duas pessoas que estavam na fila de espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na capital paulista.
Com os dois novos óbitos confirmados, chega a quatro o número de pacientes vítimas da Covid-19 que morreram à espera de leitos intensivos na capital.
Contágio acelerado
A variante brasileira do Coronavírus, mais agressiva no contágio e nos sintomas, já responde por cerca de 65% dos pacientes em São Paulo.
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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