BBC diz que Bolsonaro encontra-se em seu momento mais agudo.

Presidente do Brasil Jair Bolsonaro é visto após reunião com a Câmara dos Deputados Arthur Lira no Palácio do Planalto, em Brasília, 30 de março de 2021Reuters

O brasileiro Jair Bolsonaro está enfrentando a maior crise de sua presidência depois que os chefes do exército, marinha e força aérea se demitiram e o país registrou o maior índice de mortalidade diário Covid-19.

A renúncia sem precedentes dos chefes de defesa está sendo vista como um protesto contra as tentativas de Bolsonaro de exercer controle indevido sobre os militares.

A popularidade de Bolsonaro despencou com sua resposta à Covid-19.

Quase 314.000 pessoas morreram, com um novo recorde diário de 3.780 na terça-feira.

Houve mais de 12,5 milhões de casos confirmados.

O presidente de extrema direita do Brasil, que assumiu o poder há dois anos, tem se oposto sistematicamente às medidas de quarentena, argumentando que o dano à economia seria pior do que os efeitos do próprio coronavírus.

Ele também disse aos brasileiros para “pararem de reclamar” sobre a situação.

Na segunda-feira, o presidente foi forçado a reorganizar seu gabinete depois que os ministros das Relações Exteriores e da Defesa renunciaram.

Quão sério é isso para Bolsonaro?

É a primeira vez na história do Brasil que chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica se enfrentam por causa de um desentendimento com o presidente.

Os três homens – o general Edson Leal Pujol, o almirante Ilques Barbosa e o tenente-brigadeiro Carlos Bermudez – renunciaram na terça-feira, um dia depois que o chanceler do presidente, Ernesto Araújo, foi forçado a renunciar após duras críticas dos parlamentares.

Araújo foi acusado de lidar mal com as relações com China, Índia e Estados Unidos, o que legisladores disseram que resultou em quantidades insuficientes da vacina Covid-19 no Brasil.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, rapidamente seguiu o exemplo, levando a uma reorganização do gabinete. O ministro da Defesa entrou em confronto com Bolsonaro sobre a lealdade das Forças Armadas, que ele disse que deveriam ser direcionadas a defender a constituição em vez de apoiar o presidente pessoalmente.

O correspondente da BBC na América Latina, Will Grant, disse que Bolsonaro agora está enfrentando sua maior crise política desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019.

Combinado com sua má gestão da pandemia de coronavírus, acrescenta nosso correspondente, a pressão sobre o líder aumentou significativamente nas últimas semanas.

Da BBC com tradução automática.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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