Soja ultrapassa a barreira de US$15, por bushel em Chicago, com ganhos de 7% em uma semana.

A cotação da saca de soja no Oeste baiano saltou, hoje, 1,25%, para R$162,50, depois que os preços em Chicago aumentaram 7% esta semana, ultrapassando a marca emblemática dos 15 dólares o bushel.

Segundo o portal Notícias Agrícolas, um dos principais fatores de combustível para a disparada das cotações da soja – e dos grãos de uma forma geral, com a oleaginosa e o milho registrando suas máximas desde 2013 na CBOT – foi a questão climática nos Estados Unidos.

O cenário ainda é composto por baixas temperaturas e tempo seco, o que preocupa sobre a germinação e traz alguma lentidão ao plantio e que, mais do que todas estas coisas, alimenta a especulação e a volatilidade do andamento dos futuros, atraindo, inclusive, mais fundos investidores ao mercado. No milho, suas posições compradas são recorde neste momento.

Na Dakota do Norte, uma precipitação de neve densa, umedeceu o solo e os agricultores iniciaram o plantio do trigo. Nesse estado, se planta trigo, milho e canola. Com a janela de plantio e o verão bastante reduzido, na fronteira com o Canadá, o soja é bem pouco viável.

E frente ao atual cenário de oferta e demanda já muito ajustado e mais as preocupações deste momento com o clima para o desenvolvimento do plantio norte-americano, os limites de alta para as cotações dos grãos foram ampliados pela Bolsa de Chicago e os novos valores começam a valer a partir de 2 de maio.

Assim, o atual limite de alta no milho de 25 cents passa a 40 cents de dólar por bushel, do trigo passam de 40 para 45 cents e no caso da soja esse aumento vai de 70 centavos para US$ 1,00. Os limites para os futuros dos derivados de soja também serão incrementados e passam a ser de US$ 30,00 por tonelada curta no caso do farelo e de 3,5 cents por libra-peso no caso do óleo, os valores anteriores eram de, respectivamente, US$ 25,00 e 2,5 centavos de dólar.

Um dado interessante é que a cotação da soja, no Oeste baiano, está prestes a dobrar o preço do mesmo período no ano passado. Quem fixou ou “travou” preços antecipadamente está perdendo rios de dinheiro.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário