Sequelas dos que sobreviveram a COVID-19 pode gerar nova crise no sistema de Saúde.

Médicos e cientistas alertam que a síndrome pós-Covid já atinge 1,4 milhão de pessoas no Brasil e se alastra como uma onda, em um dos piores momentos da pandemia.

Especialistas também chamam a atenção para o risco de faltarem ambulatórios e profissionais para atender a tanta gente com sequelas da doença.

A síndrome pós-Covid denomina, sobretudo, a manifestação de sintomas por mais de três meses após a fase aguda da Covid-19.

Entre os problemas estão infarto, arritmia, depressão, perda de memória, falta de ar, dificuldade de raciocínio, fadiga e dores intensas, diarreia crônica, perda de cabelo e distúrbios de pele.

Ela pode se prolongar por meses. Nos casos mais brandos, afeta a qualidade de vida, nos mais severos pode incapacitar e matar.

“É uma crise dentro da crise sanitária. E uma sobrecarga para um sistema de saúde já colapsado”, afirma Carlos Alberto Barros Franco, um dos pneumologistas mais respeitados do país.

Os danos característicos da síndrome são graves, em diferentes órgãos, e com duração desconhecida.

“Há muito sofrimento individual e perdas econômicas, com um significativo número de pessoas que não conseguirá trabalhar mais”, destaca o médico que foi um dos primeiros a tratar de Covid-19 no Brasil.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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