A verdadeira era das trevas: sem UTIs, poucos médicos, sem vacinas e agora sem testes.

As principais diferenças entre os tipos de testes para COVID-19 no Brasil

A gestão do Ministério da Saúde ainda não acertou o compasso em relação a testes para diagnóstico da Covid-19. No ano passado milhares de testes quase foram perdidos porque a pasta não fez a distribuição antes do prazo de validade. Agora, já no fim de abril, a promessa feita no ano passado de adquirir modelos mais modernos, como testes rápidos de antígeno, ainda não foi cumprida. Segundo reportagem do Estadão, o Ministério nem mesmo reservou verba para esse fim.

O Ministério da Saúde tem no estoque cerca de dois milhões de testes do tipo RT-PCR, considerados “padrão ouro”. Conforme a apuração do Estadão, a maior parte desses testes tem data de validade prevista para o fim do mês de maio.

O planejamento do MS é de distribuir os testes aos estados antes que o prazo de validade vença. A pasta deve aproveitar que a demanda por diagnósticos tem crescido.

No ano passado os testes prestes a vencer que ainda estavam estocados no Ministério tiveram a validade ampliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ainda conforme a reportagem, secretários da Saúde temem que testes já enviados percam a validade nos estoques dos laboratórios centrais. Mas o Ministério informou que foi firmado um acordo com a fabricante para trocar os exames que ultrapassarem o prazo. Há ainda contrato para a Fiocruz produzir mais 4,3 milhões de exames do mesmo modelo a partir de junho.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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