Mandetta diz em CPI que Bolsonaro tentou uma nova bula para Cloroquina. Aí tem!

O Presidente Jair Bolsonaro exalta a cloroquina. Foto: AFP

Entre centenas de afirmações comprometedoras na CPI do Genocídio, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta disse que o Presidente da República tentou, na ANVISA, alterar a bula da Hidroxicloroquina para indicá-la no tratamento do Coronavírus.

Não conseguiu, sob negativa do Presidente da Agência, mas mesmo assim, por meses, defendeu o uso do medicamento como preventivo à Covid-19.

Bolsonaro pediu ao Exército que produzisse, com insumos de terceiros, uma quantidade enorme de comprimidos da Cloroquina. Até hoje não se sabe quais os números exatos dessa partida. Mas existem sérias e graves desconfianças que o Presidente tinha interesses financeiros e políticos com os fabricantes dos insumos, apoiadores de sua campanha.

Veja aqui, em Carta Capital, os caminhos obscuros da Cloroquina e as mentiras de Pazuello em depoimento no Senado, em janeiro deste ano, quando faltou com a verdade aos senadores.

Por isso Pazuello está se desviando do depoimento na atual CPI, alegando ter tido contato com infectados por Covid. Sabe que pode responder pelo crime de falso testemunho, se voltar a repetir inverdades no âmbito da Comissão.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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