Trigo do tipo mexicano avança em lavouras no Nordeste.

Embrapa: Novos materiais de trigo irrigado para o Cerrado

As pesquisas sobre o cultivo do trigo seguem avançando pelo Nordeste brasileiro com testes acontecendo no Ceará, Piauí e Maranhão verificando possibilidades de cultivares diversas e lavouras irrigadas por pivô central, gotejamento e de sequeiro.

Segundo o pesquisador e diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa Semevinea, Márcio Só, a região tem características próprias como temperaturas entre 28 e 38 °C e muito vento. Assim, foram utilizadas cultivares mexicanas que estão acostumadas ao deserto e se adaptaram muito bem ao Nordeste.

O pesquisador relata que os resultados obtidos até aqui surpreenderam positivamente com produções entre 5 e 6 toneladas em cultivares de 75 dias a 90 dias. Os trabalhos devem seguir nos próximos anos testando cultivares e condições diferentes.

Só ainda destaca que, no curto/médio prazo a região deve ter cultivo comercial de trigo já as produtividades têm sido boas e o Nordeste possui diversos moinhos aptos a absorver essa nova oferta.

No Oeste baiano, sob pivô central, tem se registrado produtividades de 150 a 180 sacas por hectare. O trigo produzido é do tipo “grano duro”, especial para massas de qualidade refinada.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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