Haja dinheiro e haja paciência para encarar essa tal de democracia.

Senado abre o ano com 16 bancadas partidárias — Senado Notícias

Que dureza, viu? Primeiro o contribuinte paga o salário e as vantagens do Senador, algo acima de R$2.5 milhões por ano.

Depois, vem a conta das emendas parlamentares, aquilo que está se chamando de orçamento paralelo e que pode render mais uns 7 ou 8 milhões para cada branco.

Aí vem os prejuízos das leis encomendadas, que prejudicam o contribuinte, mas enchem mais uma vez o bolso dos mesmos senadores.

Mas tem mais: na hora de trabalhar, o indigitado Senador forma a “tropa de choque do Governo”, para turbar a CPI do Genocídio e justificar porque se incineram milhões de kits de testes clínicos; porque um vereador do Rio de Janeiro está decidindo a compra de vacinas; porque um general de intendência da ativa do Exército foi parar no Ministério da Saúde, mesmo que entenda do assunto algo equivalente ao que eu entendo de voos espaciais.

Pior: vão defender o Presidente acusado de agir em nome de um lobby de fornecedores de insumos para a fabricação de medicamentos inócuos, como foi o caso da Cloroquina.

A democracia baseada no sistema tripartite, Executivo, Parlamento e Justiça é o melhor que se alcançou no processo civilizatório em 21 séculos da Era Cristã. Mas é fato inconteste que custa muito caro e exige muita paciência do cidadão.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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