Em 3 meses, número subiu 11 p.p. Outros 37% se dizem contrários. O desejo do impeachment acompanha a desaprovação do Governo que ronda 60% dos eleitores.

O apoio dos brasileiros a um eventual impeachment do presidente Jair Bolsonaro subiu para 57%, de acordo com pesquisa PoderData realizada nesta semana (24-26.mai.2021). A taxa aumentou 11 pontos percentuais em relação a 3 meses antes.
A proporção dos que acham que Bolsonaro deve continuar no cargo caiu 10 pontos percentuais no mesmo período. Passou de 47% para 37%.
Esse é o 1º levantamento sobre a avaliação do impeachment de Bolsonaro feito depois da instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, que apura ações e omissões dos governos federais e estaduais no combate à pandemia de covid-19.

Até esta 5ª feira (27.mai), foram protocolados 120 pedidos contra Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Os 2 últimos foram feitos por Alexandre Frota (PSDB-SP) e pelo líder indígena Ailton Krenak, no dia 24. Eis a íntegra (148 KB)
Esta pesquisa foi realizada no período de 24 a 26 de maio de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS
O PoderData traz os recortes da pesquisa por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Eis os principais estratos.
Quem mais apoia o impeachment:
-
mulheres (61%);
-
pessoas de 16 a 24 anos (62%);
-
moradores da região Nordeste (64%);
-
quem recebe de 5 a 10 salários mínimos (68%).
Quem mais defende a continuidade de Bolsonaro no cargo:
-
homens (43%);
-
pessoas de 45 a 59 anos (45%);
-
moradores da região Norte (59%);
-
quem recebe de 2 a 5 salários mínimos (44%).
-



Logo, logo, tem estouro da boiada por aqui.