Sem vacinas, sem empregos e agora com apagão. Eita Brasil “bão” demais!

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está agora na manchete ou na capa de vários dos grandes sites de notícias, anunciando a possibilidade de repetidos apagões no País.

Pelo menos oito grandes usinas hidrelétricas na região Sudeste devem ficar com reservatórios perto do colapso total até 30 de novembro, fim do período de estiagem.

Essa perspectiva provocará restrições no atendimento energético nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A previsão é de que o cenário, que já era crítico em 2020, se mantenha em 2021. De acordo com a Agência Nacional de Águas (Ana), das oito unidades apontadas pelo ONS, cinco podem chegar ao fim do período de seca com os volumes úteis esgotados — que pode ampliar a possibilidade de blecautes.

ONS prevê reservatórios vazios, usinas paradas e alerta para ‘restrições no atendimento’ de energia, diz O Globo, o que repete a Folha: ONS prevê reservatórios quase vazios e ‘perda do controle hidráulico’ no segundo semestre. E no Valor: Em alerta, ONS prevê colapso de oito reservatórios de hidrelétricas até novembro.

Bem, ao menos paramos com as bobagens do tipo “racionamento de energia está descartado”. Racionamento é medida administrativa, pode ou não ser adotado, mas a queda de carga – o apagão – é contingência operacional que não depende de decisão das autoridades energéticas, simplesmente acontecem quando a geração não corresponde à carga ou não se pode manobrar a tempo o consumo na ponta das redes.

E isto não ocorrerá apenas com o colapso total de geração de energia em algumas das maiores usinas de geração do país. Estas oito, que podem colapsar, são apenas parte das muito mais que terão de operar com menor vazão e, portanto, menor produção de energia. Esta depende do número de turbinas que podem ser deixadas em operação com queda da vazão e, até, com a correspondente geração elétrica derivada de uma menor potência hidráulica.

Todas as bacias que contribuem para o Rio Paraná estão com um nível de precipitação acumulada, nos últimos 12 meses, 40% menor que a média de longo prazo, o que se agrava pelo fato de já estarem, em 2020, em um nível muito baixo, que só não foi explosivo por conta da redução de consumo ocorrida nos três primeiros meses da pandemia.

Depois da inauguração de Belo Monte em 2018 não se acrescentou nenhum quilowatt à geração hidrelétrica no País. Mesmo com crescimento negativo da economia em 2019 e 2020 e a consequente redução do consumo, agora estaremos voltando aos anos FHC.

No Nordeste, o sistema do Rio São Francisco está com boa reserva.

  • SOBRADINHO 58,23% do subsistema*

  • 62,61%

  • TRÊS MARIAS 31,03% do subsistema*

  • 65,47%

  • ITAPARICA 6,62% do subsistema*

  • 55,51%

Neste momento, o Nordeste demandava 11.887 MW e exportava 5.503 MW, dos quais 10.432 MW gerados pela eólica, outro grande avanço do Governo de Dilma Rousseff.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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