Presidento confessa que mentiu ao criar fake atribuído do TCU.

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta terça-feira (8) que errou ao atribuir ao Tribunal de Contas da União (TCU) um dado que questionava o número de mortes por Covid-19 em 2020. O presidente disse que ele é o responsável por cálculos que indicariam uma “supernotificação” de óbitos.

Sem apresentar provas, Bolsonaro, entretanto, insistiu que há indícios de exagero nas notificações de óbitos por Covid-19, na contramão de especialistas que apontam que há subnotificação. Bolsonaro também afirmou que estados aumentaram os dado “em busca de mais dinheiro”, o que, segundo ele, será investigado pela Controladoria-Geral da União (CGU).

“Nós vamos para cima agora para exatamente apurar quais estados que fizeram supernotificação em busca de mais dinheiro. Quem pagou a conta alta com isso, com essas políticas de supernotificação, que tinha que ser justificada por lockdown, por toque de recolher? O mais pobre que perdeu sua renda, em especial aquele cara que vendia churasquinho de gato, que vendia água, o informal”, disse o presidente.

Em 2020, o Brasil registrou 22% a mais de mortes por causas naturais do que o que era esperado, segundo levantamento divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). As mortes por causas naturais incluem as que ocorreram por doenças, como a Covid-19. Nesse critério, não entram aquelas por acidentes ou armas de fogo, por exemplo.

Na análise dos dados, os pesquisadores apontam que a infecção pelo coronavírus não é, necessariamente, a causa direta do excesso de mortalidade visto para o ano passado, mas sim um “reflexo indireto da epidemia”, já que houve sobrecarga nos serviços de saúde e interrupção de tratamento de doenças crônicas e também resistência de pacientes em buscar assistência.

Em nota enviada ao G1, o TCU disse “não há informações em relatórios do Tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada”.

Na segunda-feira, ao conversar com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que um relatório do TCU questionava o número de mortes por Covid-19 em 2020 (194.976) no Brasil, informação que também já foi desmentida pelo tribunal.

Nesta terça, Bolsonaro reconheceu o erro e disse que o TCU, em acórdão, alertou sobre o risco de exagero nas notificações de mortes para que estados recebessem mais recursos a fim de enfrentar a pandemia.

“A tabela quem fez fui eu, não foi o TCU. Então o TCU acertou em falar que a tabela não é deles”, disse Bolsonaro.

O presidente acrescentou:

“O TCU está certo, não fizeram tabela, eu errei. Eu tinha que ter falado que o TCU fez um acórdão”.

Depois da medrada dos comandantes do Exército, que se negaram a punir um militar da ativa participante de comício, Jair Messias se mostra “mais tranquilo que cozinheiro de hospício”. Pode inventar, mentir, fraudar, burlar e transigir com o decoro do cargo à vontade. Tem o Congresso na mão, comprado a preço vil; leva as milícias no bico; pressiona a Justiça desde os dias de campanha eleitoral; e abre as burras dos cofres públicos à vontade aos militares. Jair Messias já deu o golpe esperado para 2022. E vai abusar à vontade dos seus talentos mais ruinosos.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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