“Não é o Estado que fiscaliza a imprensa, é a imprensa que fiscaliza o Estado”. Carlos Ayres Britto
Pense num absurdo. Neste País tem precedentes.
Ex-secretário de Saúde do AM, Marcellus Campêlo depõe à CPI. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.
Parodiando o governador baiano Octávio Mangabeira, cito a sua frase mais famosa, que bem poderia ser:
“Pense num absurdo. No Brasil, tem precedentes.”
Pois se não bastasse o Presidente do País ser um capitão que foi aposentado do Exército por incapacidade mental, o Ministro da Saúde ser um general de Intendência e seu secretário-geral um coronel, o ex-Secretário de Saúde do estado do Amazonas, inquirido ontem na Comissão Parlamentar de Inquérito, do Senado Federal, é um engenheiro de profissão.
E toda essa tropa fez questão de desobedecer as determinações da Organização Mundial da Saúde em relação ao tal “tratamento precoce”, inócuo como água de torneira, com base em seu “vasto conhecimento científico”.
O desastre estava previsto e eles carregam a culpa por quase meio milhão de mortes, acelerada agora em meio à terceira onda de contaminação.
Deus pode estar sonolento, mas está vendo esse rosário de maldades.
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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