“Com a chancela do Presidente, líder do governo teve movimento um tanto quanto irregular”, diz Senador Contarato

Senador Fabiano Contarato censura ministro Sérgio Moro por evidente conluio  com membros do MPF no âmbito do Caso Lava Jato | Jornal Grande Bahia (JGB)

O senador Fabiano Contarato (REDE-ES) foi incisivo, na noite desta sexta-feira, ao comentar as últimas revelações da CPI da Covid, também conhecida como CPI do Genocídio:

“É um momento triste quando a gente tenta buscar com a nossa sociedade, para o nosso povo brasileiro uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária, o combate à corrupção, tudo aquilo que nós almejamos, uma sociedade melhor. E hoje aqui essa CPI tem um outro momento.

Já foi dito, flagrantemente provado, que esse presidente decidiu a utilização de medicação sem nenhuma comprovação científica. Já foi provado que ele também é contra a utilização de máscara e distanciamento social. Ele é contra a vacina, mas difunde essa utilização de ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina. Esse presidente também, aqui está comprovado, que recusou a aquisição da Pfizer no Brasil. E agora, aqui hoje, está comprovado que o líder do governo [Ricardo Barros (Progressistas-PR)] também, na Câmara, teve com a chancela do presidente da República esse movimento um tanto quanto irregular no contrato da Covaxin.

Eu acho que isso tudo é motivo suficiente e espero que a CPI dê uma resposta à população brasileira apurando e responsabilizando de forma isenta e imparcial, doa a quem doer, pra quem de qualquer forma tenha concorrido para o agravamento da pandemia seja responsabilizado seja por dolo, seja por ação, seja por omissão.

Eu agradeço e quero mais uma vez parabenizar a coragem do deputado de vir a essa Comissão declarar os nomes e falar efetivamente tudo o que aconteceu.

Em nome de Luis Ricardo eu quero saudar todos os funcionários públicos e falar que efetivamente nesse momento que nós já vivemos tantos retrocessos para os trabalhadores no Brasil: reforma trabalhista em 2017, reforma da Previdência, agora vem reforma administrativa querendo mais uma vez achacar os funcionários públicos.

Quando eu vejo pessoas, que tem funcionário público com estabilidade, com a coragem, com a integridade de vir a uma Comissão, de ir ao presidente da República e apontar onde está, mesmo contrário, com a pressão de seus superiores, eu falo que vale à pena sim lutar por um Brasil melhor, por uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais fraterna”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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