Custos de cultivo de milho e soja sobem 50% em um ano. Risco aumenta.

USDA prevê maior plantação de milho e menor área de cultivo de soja em 2019

O aumento nos custos de produção podem absorver boa parte dos lucros previstos com o aumento relevante das cotações dos produtos.

Os custos de produção da soja e do milho registraram um crescimento na ordem de 50% nos últimos 12 meses, de acordo com informações divulgadas pela Federação das Cooperativas Agrícolas do Estado do Rio Grande do Sul Ltda (FecoAgro/RS).

Esse levantamento considera como base os preços dos insumos, máquinas e implementos, entre outros, em 1ª de agosto de 2021.

No caso do milho, a entidade afirma que o produtor terá uma elevação de 52,01% em relação à safra passada.

“Com isso o custo operacional ficou em R$ 5.456,49 por hectare, aumento de R$ 1.884,04 por hectare. Enquanto o custo total de produção é de R$ 7.653,15 por hectare, valor superior em R$ 2.618,57 por hectare. Apesar da inflação dos custos, a relação de troca, neste mês de agosto de 2021, está mais favorável em relação às últimas quatro safras, desde a temporada 2016/2017”, informa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Em relação a soja, os produtores terão uma elevação de custo total de produção de 48,45% e no desembolso aumento de 53,46%. “Com isso vai precisar colher 24,06 sacas de soja por hectare para cobrir os gastos operacionais da oleaginosa, 17,56% a mais para pagar a conta. Com relação ao custo total, vai precisar produzir 35,58 sacas por hectare para equilibrar os gastos, um aumento de 13,72% na relação de troca em relação à safra passada”, completa.

Para o presidente da entidade, Paulo Pires, apesar da inflação dos custos para safra, o momento é favorável ao setor diante da manutenção dos preços aquecidos no mercado. “A maioria dos produtores estão se planejando e adquiriram os insumos antecipados no início de 2021 e final de 2020 onde a relação de troca era mais favorável, portanto, terão um custo menor. Mas preocupa aqueles que deixaram ou não puderam comprar antecipadamente por vários fatores e arcarão com custos maiores”, conclui ele.

Do portal Agrolink, editado

Aliados a incerteza nas chuvas de verão e os altos custos dos cultivos, os produtores detectam que o risco financeiro da próxima safra 2021-2022 está se tornando cada vez mais alto. Segundo o o novo relatório semanal da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), aumentou a probabilidade de “La Niña” de 67% para 70% para o próximo verão do Hemisfério Sul.

Se confirmada a ocorrência, seria o segundo ano consecutivo desse fenômeno climático que altera o regime de chuvas e clima – um fato raro. Perspectiva de safras magras no Centro Oeste e Sul do País.

Segundo um produtor informa à Redação de O Expresso, 60% da safra de soja deste ano foi vendida a R$95,00 a saca, hoje cotada a R$160,00. Esse aumento de custos da lavoura torna-se, assim, ainda mais grave. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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