Invasão da Aprosoja em Brasília: “É cilada, Bino!”

Galvan antes de prestar depoimento na PF: sedição, intentona, arruaça e motim, a bordo das intenções golpistas de Jair Messias.

Invasão da Aprosoja: dos criadores do sucesso “Atentado do Rio Centro”, sob direção de Carlucho Malvadão, inspirado na obra de Steve Bannon, “Invasão do Capitólio”.

Com grande elenco da ABIN e patrocínio “Pozinho do Air Force One”. Direção Geral: Augusto Heleno, o grande diretor de “Fakeada Rides Again”.

Em plena Quadra do Lago 10, no Lago Sul, nenhuma câmara de segurança detectou o movimento? Nenhuma patrulha foi chamada pelos vizinhos, na região mais policiada de Brasília? Os ocupantes ficaram mais de uma hora dentro do prédio e não apareceu um guardinha para perguntar o que estava acontecendo?

Definitivamente, rolaram mais do que um simples sanduíche de mortadela e um troquinho para o ossinho.

Expertise no assunto, existe. Em agosto deste ano, o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, foi alvo de buscas determinadas pelo STF em Mato Grosso.

Antonio Galvan é um dos investigados em inquérito do STF sobre atos violentos e ameaçadores contra a democracia. Em nota anterior às buscas, associação diz que não incentiva ou patrocina atos.

Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, Galvan e outros investigados têm convocado a população a praticar “atos criminosos e violentos de protesto”. O despacho diz ainda que, em 13 de agosto deste ano, a Aprosoja sediou um encontro em que Sérgio Reis faz cobranças em ‘tom de ameaça’ aos ministros do STF.

Além disso, segue o documento, Galvan possivelmente patrocinaria uma paralisação planejada por Zé Trovão, outro dos investigados no inquérito.

Galvan é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), cargo que ocupou até dezembro de 2020.

Ao prestar depoimento na Polícia Federal, na ocasião, Galvan foi apoiado por uma caravana de tratores.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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