Só faltava esta: fanáticos querem canonizar Olavo de Carvalho.

O ogro e o seu seguidor

Após a morte de Olavo de Carvalho um grupo de bolsonaristas querem reunir supostos milagres do escritor. É uma tentativa de beatificação do ex-guru do bolsonarismo. O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) declarou luto oficial de um dia pelo falecimento de Olavo.

No instagram, o psiquiatra Italo Marsilli publicou que “o Espírito Santo, sem dúvida, utilizou a vida do professor Olavo para tocar as nossas. Uma multidão de almas voltou para a Fé e para a Igreja através dele. Almas grandes e menores, famosos e anônimos, sacerdotes e leigos…”.

Marsilli era admirador do escritor, já foi criticado por posicionamentos machistas e diz atuar como psiquiatra, mas não tem registro algum, segundo a Associação brasileira de Psiquiatria.

Olavo de Carvalho desdenhou da pandemia

No mês de março de 2020, ele chegou a negar a existência da pandemia. A fala de Olavo foi durante uma transmissão no canal do Youtube do Jornal Brasil Sem Medo, denominado “o maior jornal conservador do Brasil”.

No vídeo, ele afirma que “o número de mortes dessa suposta epidemia [do coronavírus] não aumentou em nem 1 único caso o número habitual de mortos por gripe no mundo. Nem um único caso, gente! Essa endemia simplesmente não existe”.

O corpo do escritor foi enterrado ontem na cidade de Petersbug, no estado da Virgínia, Estados Unidos. O blogueiro Allan dos Santos e o ex-ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, dois malucos de carteirinha e pin na lapela, estavam presentes.

Em maio de 2020, Marsilli chegou a ser especulado como o próximo Ministro da Saúde. A caravela do Brasil não só perdeu o rumo. Está com os panos rotos e o leme quebrado. Em breve, como os marujos de Fernão de Magalhães, estaremos aferventando as botinas para comer o couro. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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