A terra continua a tremer em Jacobina. Já são 23 pequenos tremores este mês.

Enquanto boa parte da  população segue incrédula, a terra continua tremendo em Jacobina. Com tremores imperceptíveis para muitos, a preocupação tem aumentado a cada ocorrência para moradores que residem nas proximidades do chamado epicentro, a região onde funciona uma mineradora de ouro e existem duas barragens de rejeitos

Neste sábado (29/01), pouco depois das 7 hora da manhã, as estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal de Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), acusou um tremor de magnitude preliminar de 2.4 na Escala Richter, ocorrido em Jacobina. Já são 23 abalos somente no mês de janeiro de 2022.

Como em outros momentos, não existe pronunciamento oficial da Prefeitura Municipal.

Conforme o geofísico  da UFRN, Eduardo Menezes, na sismologia não é possível prever que venha acontecer abalos mais fortes, mas que estes podem vir  a ocorrer. “O que aconteceu neste mês está claro que houve no período um aumento significativo, mas não temos como prever se pode ter algo mais forte, mas nunca descartamos a possibilidade que isso aconteça”, explicou o geofísico ao relatar os eventos sísmicos superiores à 2.0 m.R ocorridos constantemente em Jacobina.

O profissional disse ainda que todas as informações são passadas para os órgãos competentes como a Defesa Civil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais  (Cemaden). Segundo  Eduardo, o mais importante nesse momento seria um estudo de detalhes o mais rápido possível, pois só assim teria o mapeamento da área atingida com detalhes e consequentemente um conhecimento mais aprofundado e mais claro sobre a evolução dos tremores. “Estamos sempre a disposição dos órgãos competentes para ajudar nos estudos de detalhes para conhecimento das causas em geral.

Do Notícia Limpa.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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