Soja já é comercializada a R$200,00 a saca em estados do Sul.

Safra agrícola cai 0,4% em 2021, mas pode ter recorde em 2022 | Agência Brasil

Enquanto aqui no Oeste da Bahia a soja disponível nos armazéns das esmagadoras já é vendida a R$175,00, nos Estados do Sul, mais próximo dos portos e com uma grande indústria esmagadora instalada, as cotações de futuros próximos já ultrapassa R$200,00, frente à grande frustração da safra por falta de chuva.

A soja de R$ 200,00 por saca no Brasil já é realidade, confirma o portal Notícias Agrícolas. Os negócios foram registrados nas regiões de Ijuí e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, neste início de semana para a indústria processadora gaúcha. Para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, esta é, de fato, uma nova realidade que tem se desenhado para o mercado brasileiro e reflete essa disputa prematura entre demandas externa e interna diante de uma quebra tão agressiva como a que se consolida para a safra 2021/22.

O especialista explica que a indústria segue pagando melhor do que os portos – onde as cotações testam até R$ 197,00 para julho, e um pouco abaixo disso nos vencimentos mais curtos – diante das boas margens de esmagamento.

“As indústrias têm exportado mais farelo, mais óleo, e com bom potencial. Os preços do farelo estão em patamares historicamente altos, variando entre R$ 2700,00 e R$ 2800,00 por tonelada no sul e sudeste, nordeste próximo disso, e o óleo também tem se mantido lá em cima”, diz.

Ainda segundo Brandalizze, os negócios se deram com soja gaúcha, embora haja a possibilidade dos estados do sul do Brasil, dadas as quebras de safra em função do clima seco e excessivamente quente, terem sido muito severas. “Ainda não se vê movimentos com soja chegando de outros estados, mas pode acontecer”.

Os preços altos da soja, que se somados os prêmios nos portos, chega a U$S16,00 o bushel (27,21 quilos), um recorde absoluto nos últimos 20 anos, estão complicando em definitivo os criatórios de frangos e suínos diante de uma demanda retraída do consumidor final. Se a classe média baixa já não chega perto dos balcões de carne bovina, começa a se retrair também nas gondolas de suínos e aves.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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