Agrotóxicos: não bastasse a liberação oficial, ainda existe o contrabando.

Na noite deste sábado (12), uma equipe da Polícia Rodoviária Federal realizava fiscalização de combate à criminalidade no Km 800 da BR 242, em Barreiras (BA), quando abordou uma caminhonete Saveiro, com placas de Manaus (BA).

Inicialmente, os PRFs solicitaram os documentos de porte obrigatório e notaram que no compartimento de carga havia uma grande quantidade de galões, frascos e sacos de defensivos agrícolas (inseticida) comumente utilizados na lavoura.

O motorista relatou que comprou as mercadorias na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA) por 1.800 reais. Ele não apresentou a nota fiscal da carga transportada.

Dada às circunstâncias o motorista, o veículo e a carga ilegal foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária para os procedimentos legais. Ele poderá responder pelo crime previsto no art. 56 da Lei 9.605/1998 (Crimes Ambientais): Produzir, comercializar, transportar, ter em depósito produto ou substância tóxica, em desacordo com a legislação pertinente.

Por não serem registrados no Brasil, os defensivos agrícolas ilegais não seguem as diretrizes e exigências do Ministério da Agricultura, do Ibama, da Anvisa e dos órgãos estaduais de defesa agropecuária. Por isso, representam prejuízos ao agricultor pela baixa eficácia, além de causar danos ao meio ambiente, à saúde do aplicador e do consumidor.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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