Gasolina cai em todos os estados. Menos na Bahia, onde a refinaria não pertence à Petrobras.

Refinaria privada Mataripe operada pela árabe Acelen vende combustíveis mais caros que a Petrobras e faz com que valor da gasolina na Bahia seja maior que a média nacional

Na refinaria privatizada da Bahia, o preço não decresce. Pelo contrário, subiu na última semana em até 20 centavos. Apesar disso, o preço do barril de petróleo continua caindo no Exterior e a paridade do dólar frente ao Real também caiu.

Desde a privatização da RLAM, a Acelen reajusta os preços por conta própria, prejudicando ainda mais os consumidores nordestinos, já que 90% do combustível vendido no estado vem da Refinaria.

Além disso, o reajuste dos combustíveis acaba impactando outros setores, já que o produto está presente em toda a cadeia produtiva.  

O preço da gasolina caiu 2,18% (para R$ 6,478) no Rio Grande do Sul na primeira quinzena de fevereiro. Foi a maior queda entre os Estados, de acordo com levantamento da Valecard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas.

No Amapá, os preços diminuíram 1,71% (R$ 6,784) e, em Tocantins, a queda chegou a 1,09% (R$ 6,917).

As principais altas no período foram de Acre (1,80%), Rondônia (0,57%) e Roraima (0,55%), para R$ 7,567, R$ 7,041 e R$ 7,039, respectivamente. Os dados foram obtidos por meio do registro das transações realizadas entre os dias 1º e 14 de fevereiro com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 25 mil estabelecimentos credenciados.

Em todo o País, o preço da gasolina fechou a primeira quinzena de fevereiro registrando queda de 0,17%. No período, a média nacional chegou a R$ 6,896, enquanto em janeiro o preço médio foi de R$ 6,908. Entre as capitais, o valor médio do combustível foi de R$ 6,831. Rio de Janeiro (R$ 7,241) e Aracaju (R$ 7,096) apresentaram os maiores preços nos primeiros 15 dias de fevereiro. Já os menores valores médios foram encontrados em Macapá (R$ 6,254) e Porto Alegre (R$ 6,311).

O preço médio do etanol no País em janeiro foi de R$ 4,820. Apesar de o preço da gasolina permanecer alto, o combustível segue sendo mais vantajoso para abastecer o veículo em todo o País em comparação com o álcool.

O método utilizado nesta análise, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, é de que, para compensar completar o tanque com etanol, o valor do litro deve ser inferior a 70% do preço da gasolina.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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