Para o Brasil dobrar a produção agropecuária, basta vontade política e bom senso.

4 métodos para recuperar pastagens degradadas | Artigos | Cursos a Distância CPT

O Brasil cultiva atualmente em torno de 72 milhões de hectares de lavouras, contribuintes de super safras contínuas, crescentes a cada ano.

Ao mesmo tempo possui 200 milhões de hectares de pastagens, das quais cerca de 130 milhões estão degradadas. Isto é, improdutivas. Não são capazes de manter um garrote numa área de 10 hectares, enquanto que numa área de pastagem cultivada pode se obter a engorda de até 10 bois.

Estudo mostra redução de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas entre 2010 e 2018 | Jornal UFG

Por outro lado, a indústria da grilagem continua desmatando de maneira acelerada na Amazônia e no bioma cerrado. Desmata, queima e joga uma semente de pasto, sem correção de solo, sem cultivo adequado.

O único objetivo é formar uma posse, por vezes mantida na base da violência e da corrupção de autoridades.

O próximo governo do Brasil, que espera-se não tenha a mesma orientação predatória do atual, precisa reunir, em comissão permanente, representantes da Agricultura, dos órgãos financiadores e dos órgãos de proteção ao meio ambiente, para incentivar a utilização econômica desse imenso patrimônio perdido com terras degradadas.

É óbvio que parte dessas áreas utilizadas para pastagens não tem a topografia, a pluviosidade ideal, talvez nem mesmo a proximidade da infraestrutura necessária para uma agricultura de alto desempenho e rentabilidade. Mas se for aproveitado apenas 50% dessas áreas o País pode alcançar, num espaço curto de tempo, talvez uma década, dobrar a sua produção, tanto aquela exportável, como para a produção de alimentos que supram o mercado interno ou ainda para a produção de biocombustíveis.

O País precisa apenas de bom senso, de liderança política, de pesquisa e extensão rural. O Brasil precisa disto e o mundo também.

Em menos de 80 anos a população mundial crescerá de 7,9 bilhões para cerca de 10,9 bilhões de habitantes.

E se o alimento ficar difícil e caro, pobres de todo o mundo, inclusive do Brasil, continuarão a perecer de sub-nutrição e doenças decorrentes.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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