Mariupol cercada, sem água, energia e aquecimento, sob forte bombardeio russo.
Do Hoje no Mundo Militar, editado
Ontem, dia 5 de março de 2022, poderá entrar pra História como o “Sábado Negro” para a aviação militar.
Embora seja difícil avaliar a veracidade das informações em tempos de guerra, e por vezes ainda por muito tempo depois, parece que a Rússia perdeu 10 e a Ucrânia 5 aeronaves nesse dia.
Perdas russas
Pelo lado da Rússia, as perdas foram:
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2 helicópteros Mi-24/Mi-35*
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2 helicópteros Mi-8/Mi-17*
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2 bombardeiros táticos Su-34
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1 caça multifuncional Su-30
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2 caças-bombardeiros Su-25
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1 ‘drone’ (RPA, aeronave remotamente pilotada) Orlan
*As aeronaves fazem parte da mesma “família”, e são muito parecidas externamente, o que dificulta saber qual versão foi abatida apenas pelos destroços.
Todos estes abates estão confirmados por fotos e vídeos, entretanto é difícil saber se todos aconteceram ontem ou se as informações liberadas hoje se referem há vários dias.
Aparentemente, todas estas aeronaves foram abatidas por MANPADS (sistemas de defesas antiaéreas portáteis), como o Stinger americano, que foram fornecidos em grandes quantidades por países, como os EUA. A Ucrânia dispõe também de outros tipos de MANPADS, como o Igla soviético e o Piorun polonês.
Destroços de um dos Su-34 abatidos hoje
Entretanto, há suspeitas de que pelo menos um dos Su-34 foi abatido por um SAM (míssil superfície-ar) maior, como o SA-2, SA-3 ou SA-8. Isso se deve ao fato de que, graças aos sensores mais avançados, o Su-34 consegue realizar seus ataques a maiores altitudes.
Este número elevado de perdas de jatos se deve ao fato de que, conforme apontamos em outro artigo, os russos utilizam principalmente “armas burras” ao invés de “armas inteligentes”, ou seja, guiadas de precisão.
Uma das ‘bombas burras’ OFZAB-500 de 500 kg carregadas pelo Su-34 da foto anterior. Esta bomba estava perto da carcaça da aeronave.
Armas “burras”, ao contrário das “inteligentes”, exigem que o jato opere a altitudes mais reduzidas, caso contrário a precisão é inadequada. Este voo a baixas altitudes faz com que os jatos fiquem no alcance de MANPADS.
Já os helicópteros russos foram observados voando “acima dos prédios” ao invés de “entre os prédios”, ou seja, voos NOE (rentes ao solo).
MANPADS polonês Piorun, um derivado do Igla soviético, usado pelos ucranianos e capturado pelos russos
A diferença não é meramente semântica: um helicóptero voando a 30 metros do solo é muito mais vulnerável a MANPADS do que um voando a 3 metros do solo, e as elevadas perdas de helicópteros pela Rússia (pelo menos 10 até o momento) prova esta questão.
Perdas ucranianas
Como apontamos em um artigo anterior, a Rússia foi obrigada a mudar suas táticas, e as VKS (Forças Aeroespaciais da Federação Russa) estão mais ativas na zona de combate do que na semana passada.
Graças a esta presença mais ativa, a Rússia alega que abateu:
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4 caças Su-27
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1 helicóptero Mi-8
Segundo a Rússia, os 5 abates foram em combates aéreos, através dos seus caças de superioridade aérea Su-35S.
Um Su-27 ucraniano
