
Por Nonato Viegas, de O Bastidor
O problema dos fertilizantes, pelo que o Brasil se vê refém da Rússia, tem responsáveis conhecidos –alguns deles candidatos a presidente–, diz ao Bastidor um parlamentar que acompanha o tema há muitos anos.
Ele aponta o dedo para o presidente Jair Bolsonaro e para o ex-presidente Michel Temer, fazendo coro ao ex-presidente Lula na última semana, quando os culpou pelo fechamento de fábricas no país.
Porém, ele também aponta para o próprio Lula e à ex-presidente Dilma Rousseff parte da responsabilidade por nunca terem trabalhado para efetivar o Plano Nacional de Fertilização, que está na fase de elaboração desde 2008 –segundo mandato do petista, portanto.
Sergio Moro também entra na roda da crítica, porque, segundo o parlamentar, como juiz da Lava Jato Moro deveria prever o impacto das investigações sobre empresas, inclusive sobre a Petrobras, e, ao punir pessoas, determinar medidas que mitigassem a devassa.
O resultado, diz, é que a Petrobras, a partir de 2014, teve de diminuir produção, cancelar projetos, refazer contratos em andamento. “Até hoje, a estatal não tirou o pé do freio. É nesse contexto que ocorre o fechamento das fábricas de fertilizantes”, diz o deputado.
Na semana passada, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, lamentou o fechamento dessas fábricas. “O Brasil errou”, disse ela, referindo-se à necessidade de o país ter de importar 80% do que consome.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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