Bolsonaro confia muito pouco no PP.

Bolsonaro, mais desconfiado que cavalo troncho de uma orelha.

Por Nonato Viegas, em O Bastidor

Um dos motivos para a resistência de Jair Bolsonaro escolher um quadro político do PP para a vice da sua chapa é o que ele chama de infidelidade eleitoral da legenda.

O presidente, embora nada tenha falado com Ciro Nogueira, seu chefe da Casa Civil e presidente do PP, está incomodado com as alianças locais do partido. É capaz de listar os estados onde a legenda dará palanque a seus adversários.

Bolsonaro acredita que não poderá contar com o PP em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Pará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. Nesses estados, a legenda se aliou a partidos de adversários. Darão palanque e tempo de TV para o governador João Doria ou o ex-presidente Lula

No Piauí de Ciro Nogueira, como o Bastidor já informou, embora não esteja na conta do presidente como quem dará apoio a algum adversário, o cabeça de chapa da aliança do partido pertence ao PSDB de Doria.

Mesmo em Alagoas, terra de Arthur Lira, presidente da Câmara e aliado seu, a legenda caminha para apoiar alguém distante do presidente para o governo estadual.

Lá, os três nomes possíveis para a chapa da disputa local –Davi Filho, do PP, Rodrigo Cunha, do PSDB, e Marcelo Victor, do União Brasil– preferem ficar distantes de Bolsonaro.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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