Mais de 2.400 civis morreram em Mariupol, segundo UE. 2,6 milhões fugiram da Ucrânia.

Cerca de 90 crianças já morreram na Ucrânia desde o início da invasão russa

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chefe de Relações Exteriores da União Europeia (UE)Josep Borrel, informou que mais de 2.400 civis morreram na cidade de Mariupol, na Ucrânia, desde o começo da invasão russa, no dia 24 de fevereiro.

Ainda de acordo com Borrel, mais de 2,6 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia e o número ainda pode aumentar. O Alto-comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estimava que o fluxo de exilados pudesse chegar em 4 milhões. Funcionários da UE acreditam que o número pode atingir 5 milhões de pessoas.

Além disso, dados do gabinete do procurador-geral da Ucrânia informaram que 90 crianças foram mortas desde o início da guerra.

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia

A tensão entre os dois países é antiga. No fim de 2013, protestos populares fizeram com que o então presidente ucraniano Víktor Yanukóvytch, apoiado por Moscou, renunciasse. Na época, os ucranianos debatiam uma possível adesão à União Europeia.

Em 2014, a Rússia invadiu a Ucrânia e anexou o território da Crimeia, incentivando separatistas pró-Rússia desde então. Em 2015, foram firmados os Acordos de Minsk que decretavam um cessar-fogo, entre outros pontos, e proibiam Moscou de apoiar os rebeldes e Kiev deveria reconhecer Donetsk e Luhansk como províncias autônomas.

Apesar disso, o conflito continuou, o cessar-fogo não foi respeitado e cerca de 10 mil pessoas morreram desde então.

Em novembro de 2021, a Ucrânia se movimentou para fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar criada após a Segunda Guerra Mundial. A Rússia se sentiu ameaçada e iniciou exercícios militares na fronteira com o país vizinho, exigindo que a nação nunca se torne um membro.

A tensão se estendeu e se agravou após o presidente russo reconhecer Donetsk e Luhansk como províncias independentes, causando sanções por parte do Ocidente e a invasão de 24 de fevereiro.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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