Reino Unido, Áustria, Holanda, Grécia, Alemanha, Suíça e Itália são alguns dos países europeus que registraram um aumento na última semana, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, que faz o rastreamento da pandemia do coronavírus.
Somente na Alemanha, o número de casos diários passou de 67 mil no dia 6 de março para 237 mil na última sexta-feira (11).
Irlanda, Reino Unido, Holanda, Suíça e Itália também mostraram um aumento das internações hospitalares na última semana, segundo informações da plataforma ‘Our World in Data’, ligada à Universidade de Oxford.
Na Ásia, Hong Kong registrou uma média de mais de 21 mil novos casos por dia, um aumento de 28% em relação às últimas duas semanas.
Já na China, que tem um registro histórico de casos muito menor que a maioria dos países, o índice de infecções vem aumentando rapidamente: 328 mil casos foram registrados entre 28 de fevereiro e 6 de março, um recorde para o país. Por causa do surto, o governo chinês colocou em confinamento quase 30 milhões de pessoas.
Já na Coréia do Sul foram contabilizados até 400 mil casos de infecções na última semana.
A linhagem BA.2 tem vantagens competitivas frente a outras variantes, e é bastante transmissível, fator que em conjunto com a inadequada cobertura vacinal, somada às flexibilizações amplas e ao clima frio do fim de inverno por lá (que leva a mais aglomerações em ambientes fechados), podem explicar o cenário atual na Europa.
A subvariante “furtiva”, como também é chamada por ter mutações que dificultam sua detecção em testes PCR, já é responsável por 48% de todas as infecções por Covid-19 na Alemanha, segundo índices do Instituto Robert Koch. Somado a isso, um estudo, que ainda não foi revisado por pares, sugere que ela é mais infecciosa do que a BA.1 e capaz de infectar mais pessoas vacinadas.
Com G1.globo e agências.

