Mulher do Ceará é presa por lavagem do dinheiro do maior roubo a banco do País.

tunel bc

Francisca Eliziana Fernandes da Silva, 41, foi presa depois de 17 anos da ocorrência do crime. Manicure, Eliziana ajudava Geniglei Alves dos Santos, irmã de Antônio Jussivan Alves dos Santos, o “Alemão”, líder da quadrilha responsável pelo assalto. Ela teve a pena extinta por decisão da Justiça Federal no Ceará, mas um recurso do Ministério Público Federal (MPF) levou o caso à Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que ordenou o cumprimento da pena.

A Polícia Federal e outras instituições que compõem a força-tarefa de Combate ao Crime Organizado no Ceará prenderam na manhã desta quarta-feira, 16, uma mulher de 41 anos condenada por lavagem de dinheiro no caso do roubo à unidade do Banco Central no Estado, em 2005.

Segundo os investigadores, a suspeita é apontada como uma das responsáveis pela ocultação de parte dos R$ 164,7 milhões que foram retirados do cofre do BC por meio de um túnel com 75 metros construído pelo grupo criminoso.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal no Ceará e cumprido em Boa Viagem – cidade localizada no centro do Estado, a cerca de 220 quilômetros da capital, Fortaleza. De acordo com a PF, a mulher será encaminhada ao sistema prisional cearense.

Além da PF, integram a força-tarefa que executou o mandado de prisão nesta quarta-feira a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, a Secretaria de Administração Penitenciária, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O roubo ao Banco Central em Fortaleza é considerado um dos maiores assaltos da história do Brasil. O crime aconteceu entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005 e resultou em 28 ações penais e 129 denunciados na Justiça Federal do Ceará.

O túnel pelo qual o grupo criminoso retirou cerca de três toneladas e meia de papel moeda ia até os fundos de uma casa onde funcionava uma empresa de fachada que vendia grama sintética, que disfarçava os sacos de areia retirados.

Conforme a Justiça Federal no Ceará, casas, apartamentos, sítios, postos de combustível, salas comerciais, sobrados e até uma chopperia haviam sido comprados pelos acusados com parte do dinheiro furtado. Do montante fruto do crime, quase R$ 30 milhões foram recuperados por meio de leilões.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário