Luís Eduardo Magalhães: Prefeitura suspende aulas após confirmação de greve e entra na Justiça.

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães decidiu no final do dia ontem, terça-feira, 22, pela suspensão das aulas da Rede Municipal de Ensino, após a confirmação de uma greve através de ofício do sindicado dos professores, assinado pela sindicalista Lurdes Hoff.

“Nós estamos tentando todos os caminhos para resolver esse impasse criado pelo sindicato após a publicação de um reajuste de 33,24% determinado pelo Ministério da Educação. O que entendemos é que, segundo a Confederação Nacional dos Municípios, este aumento irá impactar de forma ilegal sobre o índice de pessoal exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O que nós fizemos foi isso; seguimos a orientação da CNM para não cometer crime fiscal”, disse o secretário de governo, Danilo Henrique.

“Oferecemos 10,06%, a título de correção da inflação, para que pudéssemos aguardar uma decisão final. O sindicato recusou e decidiu por prejudicar os alunos que já sofrem com dois anos fora da sala de aulas”, concluiu Danilo Henrique.

Segundo uma Nota Pública divulgada ontem pela Secretaria Municipal de Educação, aguardar “para quinta-feira, dia 24 de março, uma decisão da justiça referente a ilegalidade da greve imposta aos professores pelo SINPROLEM, pois os termos que definiram o movimento, que está retirando 20 mil alunos das salas de aulas, são meramente políticos e fruto de um movimento sindicalista ultrapassado”.

“Não vamos ficar assistindo a senhora Lurdes Hoff rasgar o calendário escolar e prejudicar os nossos mais de 20 mil alunos. Isso é fato. Entramos na justiça para que as negociações aconteçam de forma civilizada e sem essa pressão característica da velha política que este sindicato está acostumada. Afirmo; os professores estão sendo e continuarão sendo respeitados. Mas os alunos são a nossa causa maior e vamos defende-los de todas as formas”, disse o secretário de educação, Jefferson Café.

“É importante entender que nós não acatamos a greve. Nós decidimos entrar na Justiça contra o sindicato para acabar com essa farra de falta de respeito com os alunos imposta pela sindicalista. Hoje nós estamos aguardando apenas uma decisão da Justiça. Por isso decidimos por esta paralisação. Dessa vez com ‘s’, por favor”, concluiu Café.

Segundo a assessoria jurídica da prefeitura “já existe jurisprudência sobre a ilegalidade dessa greve. Ainda mais pelo fato de que já foi formalizada uma proposta de correção da inflação de 10,06% por parte da Prefeitura”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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