Invasões de terras na Coaceral se multiplicam dentro do padrão Faroeste.

Soja cultivada no verão, agora em ponto de colheita. Abaixo, os grileiros e os jagunços na fazenda.

O esquema de grilagens de terras no Oeste baiano, com foco especial nas ações da Operação Faroeste, se reproduz e se replica como uma medusa, a górgona da Mitologia Grega.

Nesta quinta-feira o advogado Kleber Cardoso de Souza entrou, no Juizado de Formosa de Rio Preto, com ação que visa impedir a turbação de legítima posse de um grupo de fazendas de propriedade dos agricultores Friedrich Norbert Kliewer e Fábio Roberto Lauck. Conforme documentos carreados aos autos, os produtores são detentores das posses e do domínio há mais de 15 (quinze) anos.

Conforme o advogado, as ações dos grileiros e a turbação da posse através da presença de jagunços vem causando prejuízos incalculáveis de ordem financeira e pessoal com riscos de lesões a integridade física das partes e do objeto.

Os dois agricultores tem em forma de condomínio a posse e propriedade e são senhores e legítimo possuidores dos imóveis rurais denominados: FAZENDA HEIDRUN matricula 2105, FAZENDA MARIANE matricula 2188, FAZENDA URIQUE matricula 2106 e FAZENDA FRITZ com matricula 2456.

Estas fazendas correspondem a um total de 2.180 (dois mil cento e oitenta hectares), devidamente regularizadas perante os órgãos competentes. Todos registrados, certificados e delimitados.

Laudos de oficiais de Justiça, avaliadores, comprovam que os limites da posse dos invasores, adquirida de maneira clandestina, se sobrepõe aos limites da propriedade de Friedrich e Fábio.

O poder Judiciário, nas pessoas dos senhores magistrados,  dr. Carlos Eduardo da Silva Camillo e dr. Edson Nascimento Campos, estão atentos à grave situação manifestada nos autos. No mesmo sentido, o Conselho Nacional de Justiça continua alerta para os desdobramentos da Faroeste e da grilagem de terras.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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