Mourão abre o jogo: números do desmatamento são péssimos, horrorosos.

Desmatamento na Amazônia na temporada 2020/2021 é o maior dos últimos dez anos, diz Imazon | Amazônia | G1

O vice-presidente Hamilton Mourão classificou de “péssimos” e “horrorosos” os números do desmatamento na Amazônia divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na semana passada.

“Péssimos, horrorosos. Estamos vendo onde estamos errando”, afirmou Mourão, que era o presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal -que foi extinto no final do ano passado-, em entrevista a repórteres.

Os dados do Inpe de abril mostraram que o desmatamento na floresta amazônica nos primeiros quatro meses deste ano chegou a 1.954 quilômetros quadrados (195.400 hectares), um aumento de 69% em relação ao mesmo período de 2021.

O índice de abril foi recorde, quase dobrando a área de floresta removida em relação ao mesmo mês no ano passado.

Questionado sobre o porquê de mais uma alta, depois de alguns meses de melhora em 2021, Mourão disse que pode haver alguma relação com o ano eleitoral.

“Não sei, pessoas querendo se aproveitar de um momento, né? Nós estamos num processo eleitoral. Então, vamos dizer, assim, há uma vigilância menor na tese deles. É muita gente operando na ilegalidade”, afirmou.

A posição do vice-presidente contrasta com o presidente Jair Bolsonaro, que na manhã desta segunda-feira divulgou em suas redes sociais um vídeo, com narração em inglês, negando que haja desmatamento na Amazônia e defendendo sua tradicional posição de que nenhum país preserva o meio ambiente como o Brasil.

“A verdade da preservação ambiental comparando o Brasil ao mundo. São fatos. Peço enviar a amigos que morem no exterior”, escreveu o presidente em sua conta no Facebook. Da Reuters.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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