Viva o Brasil, de petróleo caro, dos juros altos e da mesa rala. Desse jeito, só mesmo com um golpe institucional.

Medidas repercutem mal e caminhoneiros já marcam nova greve | VEJA

Entre líderes pelegos, mercado financeiro agressivo e governo frouxo, a tragédia do cotidiano do consumidor brasileiro.

O Brasil, 7º maior consumidor do mundo de derivados de petróleo, agora virou parquinho de diversões de grandes conglomerados petrolíferos do Norte, fundos abutres e aventureiros de toda ordem. Um presidente preocupado apenas com política e eleições, cada vez mais desmoralizado entre seus pares, não tem força para segurar a escalada dos preços dos derivados, a inflação decorrente e a perda da capacidade aquisitiva das camadas sociais mais vulneráveis da Nação.

O verdadeiro confisco que o Governo permite na Petrobras, apesar da valia da golden share, que permitiria intervir de maneira decidida na venda de ativos por preço vil e no próprio preço interno dos combustíveis, está derrubando o consumo e incentivando a inflação, ao ponto da renegociação do serviço da dívida pública estar praticando a taxa SELIC de 12,75% ao ano.

No momento, quase 57% do orçamento é destinado ao pagamento dessa dívida, com o Governo de joelhos diante do Grande Capital.

Na Bahia, monopólio privado do grupo Mubadala, o óleo diesel, nos pontos mais distantes do Estado vale o mesmo que a gasolina. Com o aumento da Petrobrás de hoje o fenômeno se estende para o resto do País. Como diz o adágio popular, o consumidor brasileiro está num verdadeiro mato sem cachorros, que possam alertá-lo dos perigos dessa espiral inflacionário.

O líder da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim (também conhecido como “Chorão” e um dos pelegos sustentados pelo Governo) disse, em um vídeo gravado e publicado nesta segunda-feira (9), que a nova alta anunciada pela Petrobras no diesel vai fazer com que o combustível chegue a R$ 8. Landim também afirmou, durante a gravação, que a população “não pode ficar quieta”.

“Acabei de parar em um posto para abastecer o meu veículo aqui em São Paulo e fiquei muito indignado. A gasolina aditivada, no posto que estou, está R$ 7,99, podendo chegar a R$ 9. O Diesel R$ 7,50. Com esse novo aumento, vai chegar a R$ 8. Não podemos ficar quietos. Conheço e sei o quanto vai impactar na mesa do trabalhador, na prateleira”, disse Chorão.

A nova alta no preço do diesel começa a valer a partir desta terça-feira (10).

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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