O Comunismo chegou: shows de Gusttavo Lima são alvos de investigação e cancelados.

Eduardo Bolsonaro reage de forma surpreendente à declaração de Gusttavo Lima

Bolsonaros estão indignados com as denuncias contra o patriota. Afinal, dinheiro de Prefeitura não é público. Certo?

Gusttavo Lima não vai mais se apresentar em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais. Após ser revelado que o cantor receberia R$ 1,2 milhão pelo show – notícia que recebeu o deboche de Anitta -, o prefeito da cidade divulgou um vídeo anunciado que a presença do artista foi cancelada, assim como a de Bruno e Marrone – que receberiam R$ 520 mil. Os artistas se apresentariam entre os dias 17 e 23 de junho na 30ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus Do Matozinhos.

O prefeito de Conceição do Mato Dentro, cidade com 17 mil habitantes, afirmou que o evento “foi envolvido em uma guerra político-partidária, que nada tem a ver com a cidade”. Zé Fernando (MDB) ainda afirma que a contratação do show de Gusttavo Lima e de outros artistas “foram feitos dentro da legalidade”.

Além da cifra milionária, o contrato do show do marido de Andressa Suita ainda previa que a prefeitura pagasse a hospedagem de 40 pessoas da equipe do cantor “no melhor hotel da região” e se responsabilizasse com os gastos diários de alimentação, fixados em R$ 4 mil. Ainda caberia à máquina pública fornecer o transporte para o artista, músicos, técnicos e produção.

A contratação do cantor já vem sendo investigada em em São Luiz, cidade de Roraima com pouco mais de 8 mil habitantes que pagou R$ 800 mil por um show de Gusttavo. O artista, que será atração do São João de Campina Grande, foi contratado pela prefeitura do município para cantar na 24ª vaquejada da cidade, prevista para acontecer em dezembro.

O valor da contratação fez o show de Gusttavo se tornar alvo de investigação do Ministério Público de Roraima (MPRR). A proporção entre o cachê e o número de habitantes representa como se cada pessoa da cidade tivesse pago R$ 100 para assistir a apresentação.

Por meio de uma nota emitida pela assessoria, o Embaixador destacou que ele e sua equipe não compactuam com “ilegalidades cometidas por representantes do poder público, seja em qualquer esfera”. “O valor do cachê do artista é fixado obedecendo critérios internos, baseados no cenário nacional, tais como: logística (transporte aéreo, transporte rodoviário, etc.), tipo do evento (show privado ou público), bem como os custos e despesas operacionais da empresa para realização do show artístico, dentre outros fatores”, explica o comunicado.

Web pede instauração da CPI do sertanejo

Nas redes sociais, os internautas pedem que seja aberta uma comissão para investigar o uso de dinheiro público para a contratação de artistas sertanejos. Tudo começou após Zé Neto, da dupla com Cristiano, criticar artistas que fazem uso da Lei Rouanet e jogar uma indireta pra Anitta sobre sua tatuagem íntima. Na web, os fãs da cantora descobriram que o show no qual o sertanejo criticou a Poderosa foi pago com dinheiro da prefeitura. O poder executivo de Sorriso desembolsou R$ 400 mil para ter um show da dupla.

Segundo o colunista “Fefito”, do “Uol”, o fato de Zé Neto ter dado brecha para que fossem investigados esses usos do dinheiro público o transformou em um alvo. Ele vem sendo criticado por cantores e empresários em grupos de mensagens, já que a treta com Anitta gerou as investigações sobre os cachês.

Do Purepeople, editado.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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