Repercussão negativa da ‘câmara de gás’ faz PRF mudar tom, após nota surreal defendendo policiais.

PRF muda tom, revela os assassinos e condena tortura e morte na 'câmara de  gás'

Instituição disse que assistiu com “indignação” às cenas do assassinato demonstrando que desconhecia as imagens e prometeu mudanças no processo e preparação dos policiais.

Após boletim surreal em que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que a morte de Genivaldo ocorreu “possivelmente devido a um mal súbito“ e que foi “fatalidade desvinculada” da ação de dois de seus agentes em Sergipe, dando a entender que a ‘câmara de gás’ foi “ação policial legítima”, agora a instituição se diz “indignada”.

O coordenador-geral de Comunicação Institucional, Marco Territo, demonstrou que a instituição policial ostensiva não tinha conhecimento das imagens que chocaram o mundo e disse, em vídeo produzido pela PFR, que a “conduta isolada não reflete o comportamento dos mais de 12 mil policiais rodoviários federais”.

O senador Humberto Costa (PT-PE) – presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, afirmou quinta-feira (26/5) que uma “apuração rigorosa” será feita, pois “a violência policial, em nenhuma circunstância, é positiva para a sociedade ou para os profissionais e corporações da segurança pública. Por isso mesmo, deve ser repudiada e duramente combatida”.

Do Urbs Magna.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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