Premiados pelo delito: Diretores exonerados da PRF vão ocupar cargos nos Estados Unidos.

Agentes da PRF dizem que morte de Genivaldo em 'câmara de gás' foi  'fatalidade' - Jornal de Brasília

Ainda que a demissão tenha sido recebida como reação às recentes ações violentas da PRF, os ex-diretores foram beneficiados pelo governo Bolsonaro com cargos no exterior

Foi publicada nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União as demissões dos diretores executivo e de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Jean Coelho e Allan da Mota Rebello.

A notícia foi recebida como uma reação do governo federal às recentes ações violentas da PRF: a participação na chacina da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, e a execução de Genivaldo de Jesus, em Sergipe, em uma câmara de gás.

A exoneração, no entanto, não se trata de uma resposta a estes episódios. Segundo o G1, Coelho e Rabello foram indicados pelo governo Bolsonaro, no dia 13 de maio, para cargos nos Estados Unidos. Eles devem atuar como oficiais de ligação, em Washington, por dois anos.

Uma força tarefa da PRF está em Sergipe para elaborar um relatório sobre tortura e  assassinato de um motociclista que trafegava sem capacete.

O escritório de Direitos Humanos da ONU para a América do Sul cobrou investigação “célere e completa” do caso por parte das autoridades brasileiras no caso da morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos. Ele morreu após a abordagem violenta de agentes da Polícia Rodoviária Federal nessa quarta-feira (25/5), em Umbaúba (SE). O caso chamou atenção e teve repercussão na imprensa internacional.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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