Operação de ‘navios-usina’, que vai encarecer energia, só deve começar em agosto.

Navios-usina' contratados a custo bilionário atrasam e só devem começar a gerar energia em agosto

A contratação de quatro navios-usina pelo governo federal transformou-se na mais nova bomba financeira do setor elétrico. A invenção dos gênios do agonizante governo bolsonaro vai custar R$ 3 bilhões por ano ao consumidor.

Do Estadão, editado.

Os quatro navios turcos da empresa Karpowership funcionam como grandes usinas a gás. Ancorados na Baía de Sepetiba, a 3 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, eles devem ser ligados a uma linha de transmissão de 15 quilômetros, que sairia do mar e chegaria a uma subestação. A partir dali, a energia seria enviada para qualquer região do País, por meio do sistema interligado de transmissão.

O prazo atual mais otimista prevê o início das operações em 1.º de agosto, ou seja, três meses depois do prazo originalmente exigido e que justificava a geração das térmicas durante o chamado “período seco”, que vai de abril a novembro. Na prática, cerca de metade desse período já terá passado.

Soma-se a isso o fato que choveu bastante neste ano, na maior parte do País, o que já levou o setor elétrico a desligar as usinas térmicas mais caras e, inclusive, encerrar a cobrança extra das tarifas incluídas na conta de luz do consumidor.

“Fica evidente que aquela decisão tomada no ano passado pelo governo foi equivocada”, diz o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel/UFRJ), Nivalde Castro. “Dado o custo elevado, além do fato que o contrato nem sequer foi cumprido, isso deve ser cassado imediatamente. Foi um erro cometido por causa do açodamento e que deve ser cancelado.”

Por meio de nota, a empresa declarou que “tem realizado todos os esforços para que o projeto de geração de energia por embarcações na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, possa iniciar sua operação em breve”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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