Funcionários entram em greve em protesto pelas declarações do Presidente do órgão.

Os funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) entram em greve, nesta terça-feira (14), por decisão de seu servidores. Eles aprovaram estado de greve que dura 24 horas.

Os funcionários querem que o presidente da instituição, Marcelo Augusto Xavier da Silva, se retrate sobre a informação de que Bruno Pereira e Dom Phillips, desaparecidos desde domingo (5), teriam tido contato com indígenas sem autorização, e que acionará o Ministério Público Federal para apurar o caso.

Presidente da Funai de Bolsonaro é investigado porque teria dado soco no rosto do próprio pai - BBC News Brasil

Marcelo Augusto é delegado da Polícia Federal e obviamente não é um indigenista. Apenas obedece ordens do 3º andar do Planalto. Além de ter sido investigado por bater no próprio pai, quando delegado, sua atuação foi investigada em duas apurações internas da PF, e ele chegou a ser afastado de uma operação em terra indígena. Xavier também foi rejeitado numa primeira avaliação psicológica para o cargo de delegado da PF, embora tenha passado em outra, depois. Marcelo Augusto Xavier da Silva foi escolhido por Jair Bolsonaro para presidir a Fundação Nacional do Índio (Funai). Xavier é próximo de deputados da chamada bancada ruralista do Congresso, mas não é só isso que caracteriza a trajetória dele.

Além da Indigenistas Associados (INA), participaram da assembleia que decidiu pela greve representantes do Sindsep-DF (Servidores Públicos Federais do Distrito Federal), da Condisef (Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais) e da Ansef (Associação Nacional dos Servidores da Funai).

Desde do Marechal Rondon, o militar que espalhou o telégrafo na Amazônia, sob o lema “Morrer se preciso for, matar nunca”, passando pelo SPI – Serviço de Proteção ao Índio e FUNAI, os verdadeiros donos da terra foram protegidos em maior ou menor proporção.

Hoje os entregaram aos garimpeiros, traficantes, grileiros e madeireiros. Querem sacrificar os índios para garimpar, explorar minérios e desmatar à vontade. Os indigenistas íntegros correm tanto risco como os índios. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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