Bolsonaro mente a embaixadores, ataca LULA, chama MST de grupo terrorista e causa vergonha mundial
Na saída do evento, alguns diplomatas estrangeiros, acreditados junto ao Governo, foram sucintos: “Foi um constrangimento!”
Após a reunião, alguns diplomatas foram embora sem falar com o presidente. O Presidente afirmou que os ministros do TSE querem causar “instabilidade” – Leia os principais trechos do discurso
“Fui presidente gastando menos de R$ 1 milhão de dólares e dentro de um leito de hospital após sofrer um atentado e uma facada de um elemento de esquerda cujo inquérito não foi concluído apesar dos enormes indícios de interesses outros se fazerem presentes. Mas essa é uma questão interna nossa. Gostaria de ver esse inquérito concluído para chegar nos mandantes da tentativa de homicídio”, disse Bolsonaro no início de seu discurso a embaixadores de países convidados para uma reunião em que prometeu antecipadamente que apresentaria provas de fraudes nas urnas eletrônicas.
“O que eu mais quero para o meu Brasil é que a sua liberdade continue a valer também depois das eleições. O que eu mais quero por ocasião das eleições é a transparência. Nós queremos que o ganhador seja aquele que realmente seja votado. Nós temos um sistema eleitoral que apenas dois países do mundo usam”, disse, de acordo com transcrição feita pelo jornal O Estado de Minas.
“Queremos eleições limpas, transparentes, onde o eleito realmente reflita a vontade da sua população”. afirmou. “Quero me basear exclusivamente no inquérito da PF que foi aberto após o segundo turno das eleições de 2018, onde um hacker falou que tinha havido fraude por ocasião das eleições. Falou que ele e o grupo dele tinham invadido o TSE”.
“Tudo começa na denúncia onde o hacker diz claramente que ele teve acesso a tudo no TSE. Disse que obteve acesso aos milhares de código fontes que teve acesso a senha de um ministro do TSE, bem como de outras autoridades. Várias senhas ele conseguiu. E a senhora Rosa Weber fez com que o inquérito fosse instalado”, prosseguiu.
“O invasor teve acesso a toda a documentação do TSE, toda base de dados por 8 meses. É uma coisa que, com todo respeito, eu sou o presidente do Brasil e fico envergonhado de falar isso daí”.
“Dezenas de vídeos das eleições de 2018 mostram que o eleitor ia votar em 17 do Bolsonaro e não conseguia votar. Ia apertar o 7 não conseguia. Aparecia o 3”. disse.
“Quando se fala em eleições, vem à nossa cabeça transparência. E o senhor [Luís Roberto] Barroso (que foi presidente do TSE), também como senhor Edson Fachin (atual presidente da Corte), começaram a andar pelo mundo me criticando, como se eu estivesse preparando um golpe. É exatamente o contrário o que está acontecendo”, afirmou Bolsonaro.
Da redação Urbs Magna, editado

