Soja e milho andam de lado, mas carne suína tem tendência de alta

Enquanto a soja cedia até 3% em Chicago, assediada pelas quedas do petróleo para US$86,00 o barril, aqui no País, a carne de porco, hoje a proteína animal mais popular sofria alterações positivas.

Esta terça-feira (16) fechou com altas generalizadas para o mercado de suínos. De acordo com análise do Cepea/Esalq, as cotações do suíno vivo no mercado independente e da carne registraram aumento neste início de agosto. A intensificação das compras de novos lotes de animais para abate por parte dos frigoríficos, devido à maior demanda doméstica, e a oferta mais controlada têm impulsionado os valores.

Quanto ao animal vivo, as vendas estão boas devido ao recebimento dos salários, o que pode se manter nos próximos dias. Em relação à carne, agentes do setor reajustaram seus preços para seguir a tendência do vivo, mas continuam cautelosos no repasse ao atacado, para que o mercado consiga absorver as valorizações.

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 2,92%/2,11%, chegando em R$ 141,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,94%/2,83%, valendo R$ 10,50/R$ 10,90 o quilo

No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), houve alta de 2,47% no Paraná, alcançando R$ 6,64/kg, aumento de 1,87% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,53/kg, avanço de 1,16% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,88/kg, crescimento de 0,94% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,46/kg, e de 0,82% em São Paulo, fechando em R$ 7,37/kg.

No Oeste baiano, a soja balcão valorizou pouco, 0,21%, para R$158,00 a saca de 60 quilos. No entanto, a soja disponível na indústria caiu 0,31% para 162,50.

O milho, insumo de maior volume na ração suína, permanecia a R$69,00 a saca, como acontece, com pequenas variações há mais de 2 meses. Há um ano o cereal valia R$88,00.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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