Combustíveis no Brasil não estão incorporando a queda das cotações internacionais do petróleo

O Governo está anunciando que os combustíveis caíram 30% depois da redução de impostos. Então alguém está roubando o consumidor, porque na real os preços do petróleo já caíram mais de 30% no mercado internacional: o Brent para US$92,00 o barril e o petróleo de menor qualidade para US$87,00.

O pico de preços no mercado internacional chegou a US$140 o barril.

Os preços, hoje, já são semelhantes ao período pré-guerra da Ucrânia.

De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina ficou em R$ 5,17 por litro, R$ 0,08 a menos do que o verificado na semana anterior. É o menor patamar desde novembro de 2020, em valores corrigidos pela inflação. Menos na Bahia, lógico, onde o refino foi privatizado.

Desde o pico de R$ 7,39 atingido na penúltima semana de junho, a queda acumulada é de 30%, ou R$ 2,22 por litro, diz a agência reguladora. A expectativa é de novo recuo na próxima semana, já que a Petrobras reduziu novamente, nesta sexta-feira (2), o preço de venda em suas refinarias.

Então, a par das movimentações políticas, tendo em vista as próximas eleições, os preços do combustível poderiam estar bem abaixo do preço de revenda nas bombas. O confisco das economias da população continua, com base na pouca redução da gasolina e da manutenção do diesel em patamares elevados.

Se engana quem quer com a propaganda do Governo.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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