Ao questionar hegemonia do dólar, Lula se aproxima da Eurásia e desafia EUA

Em duro discurso nesta quinta-feira em Xangai, presidente brasileiro criticou dependência do dólar e defendeu comércio lastreado nas moedas do Brics.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um duro discurso nesta quinta-feira (13), criticando a hegemonia do dólar norte-americano, em Xangai. “Por que não podemos fazer o nosso comércio lastreado na nossa moeda? E por que não temos o compromisso de inovar?”, questionou. “Por que todos os países são obrigados a fazer seu comércio lastreado no dólar? Quem é que decidiu que era o dólar a moeda depois que desapareceu o ouro como paridade?”, insistiu Lula.

“Por que não foi o iene, o real, o peso? (…) Hoje um país precisa correr atrás de dólar pra exportar, quando poderia exportar na própria moeda.” Ele fez o pronunciamento na cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), na manhã de hoje, no horário de Xangai.

Aplaudido, Lula sugeriu a Dilma que tenha a “paciência” dos chineses. “Não pode ter pressa, Dilma, porque em economia a gente não pode ter pressa. Você está num país em que, se tem uma coisa que se cuida bem aqui, é paciência.”

Mencionando o bloco econômico formado pelo próprio Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, questionou ainda:

“Mas por que um banco como os Brics não pode ter uma moeda que possa financiar a relação comercial entre Brasil e China, entre o Brasil e os outros países do Brics?”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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