A Acelen passa a sensação de que fazem capitalismo com nosso capital

Confira a coluna desta quinta

Pergunta o jornalista Levi Vasconcelos em sua coluna, no jornal A Tarde:

Que dizer dessa decisão da Acelen não seguir o modelo de definição de preços da Petrobras?

A pergunta aí é de Alcenir Mendes, lá da Rua Marquês de Caravelas, na Barra. Ou seja, a Petrobras adotou uma fórmula e a empresa criada pelo Mubadala Capital, que agora controla a RLAM, diz que vai seguir as oscilações internacionais, o que pode criar um preço no sul e outro cá, o nosso mais caro.

Alcenir, amiga. Da nossa parte, nada contra o capitalismo. Nos EUA há cerca de 50 empresas competindo entre si da hora em que se enfia a broca à caça do petróleo até o refino. Aqui, criaram uma empresa estatal com o nosso dinheiro que monopoliza o mercado num país 100% dependente de petróleo, da hora de buscar o alimento até a hora de acender o fogão.  É uma situação totalmente diferente.

Essa situação cria a sensação de que, no nosso caso, estão fazendo capitalismo com nosso capital, tanto por levarem uma indústria pronta por um preço em si muito discutível (US$ 1,8 bilhão ou  cerca de R$ 8,8 bilhões a preços de hoje), como pelo mercado ser um monopólio, o que não foi contabilizado.

Ora bola, é nítido que nós só temos a perder. A Petrobras é nossa, o Grupo Mubadala vem para cá com um único propósito, ganhar dinheiro, e quem não gostou que se dane.

Diante disso, haveríamos de perguntar: o que diria o nosso Monteiro Lobato, um dos arautos da campanha O petróleo é nosso, que resultou no modelo monopolista? Talvez ele chorasse.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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