Sergio Moro cogita renunciar e ir embora do Brasil

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De Daniel César

  ultimosegundo.ig.com.br

Sérgio Moro (União Brasil) pode renunciar ao mandato de Senador. O parlamentar está cogitando se antecipar a uma possível cassação de seu mandato e fazer um movimento para se declarar como perseguido político no Brasil.

O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) sondou amigos e aliados que moram nos EUA na busca por um emprego, que lhe garantiria a permanência no país americano.

Uma pessoa do núcleo duro de Moro confirmou a informação recebida pela coluna no fim da tarde da última quarta-feira (17). “A notícia procede, mas estamos tratando internamente e com sigilo”, afirmou o aliado do senador.

A coluna recebeu de uma fonte que Moro foi aconselhado por um importante cacique político logo após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de cassar o mandato do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos).

“Ele sabe que vai ser cassado, então precisa controlar a narrativa. Ficar gritando que foi injustiçado resolve? Talvez, mas só para um grupo. O movimento de renúncia e denunciar que é perseguido político para o mundo dá certo”, teria dito o líder partidário ao senador. “O melhor exemplo é o Jean [Wyllys] que vendeu para o mundo todo que o Brasil vivia com a democracia contaminada”.

A princípio, Moro rejeitou a ideia e teria dito que não é homem de fugir da luta. Mesmo assim, seus principais assessores lembraram que não há caminho para a vitória judicial e que ele deve mesmo ser cassado. “Vale a pena virar uma voz de rede social?”, teria questionado um importante aliado. Pessoas próximas articularam conversas com americanos, que garantiram bons empregos para o ex-juiz no país, o que fez com que ele passasse a cogitar a ideia.

“Existe a problematização da esposa. Ela está muito feliz como deputada e não quer ir embora do Brasil. Mas isso é facilmente contornável”, confirmou a fonte sem explicar qual seria a solução.

Questionado se há um prazo para a renúncia de Moro, a resposta foi taxativa. “Quando ele sentir que está emparedado e que é a única alternativa”, respondeu, antes de concluir: “A tendência é que o Moro vire o Jean Wyllys da direita”.

A história de Moro pode se aprofundar ainda mais, quando forem confirmadas as relações espúrias com os órgãos de informação dos EUA. Crime de lesa-pátria, de alta traição, é passível de pena máxima. Nos EUA, que tanto inspira o insigne jurista, a pena é a capital.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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