Fertilizantes: está na hora do produtor encher o carrinho.

Fertilizantes, Agrogalaxy
Entre 2021 e 2022, setor enfrentou preços elevados de fertilizantes por conta da pandemia da covid-19 e o início da Guerra na Ucrânia (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O ano de 2023 deve marcar uma transição no ciclo de preços de fertilizantes, na visão do Rabobank, em estudo publicado nesta semana.

Em 2021 e 2022, o setor convivia com preços elevados por conta da pandemia da Covid-19 e o início da Guerra na Ucrânia, que mexeu com o mercado.

De acordo com Bruno Fonseca, economista sênior do Rabobank, o ano atual marca uma retomada no poder de compra do produtor rural.

“Esse movimento acontece principalmente pela queda dos fertilizantes. As commodities podem enfrentar uma oscilação daqui para frente, mas, por conta dos insumos, acreditamos que esse índice ao produtor deve melhorar. Esse cenário aponta para uma retomada do consumo em alguns países, como o Brasil e Estados Unidos, já em 2023, sendo o ano atual um momento de transição entre a queda de consumo em 2022 e a retomada dos níveis pré-pandemia em 2024 e 2025”, explica.

No lado da produção de alimentos, os maiores benefícios devem ficar para o Brasil, China e Estados Unidos, enquanto no cenário das exportações, os maiores ganhos devem ficar para Rússia e Canadá, grandes produtores de fertilizantes.

Há um ano, o preço do trio NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) atingiam patamares históricos, em função dos efeitos da guerra da Ucrânia. Hoje, os preços dos fertilizantes estão muito próximos da média histórica.

Preços do trio NPK (US$/t) Ureia (N) MAP (P) KCL (K)
Maio/22 703 1150 1120
Maio/23 320 532 389
Média histórica 346 493 385

Fertilizantes biológicos

Para Fonseca, o Brasil, a partir desse momento mais conturbado no mercado de insumos químicos, abriu espaço
para maior uso de fertilizantes biológicos.

“Essa é uma tendência positiva, mas que não deve substituir 100% os fertilizantes químicos. Ainda assim, esse movimento indica uma liderança do Brasil neste mercado, principalmente no biocontrole”, diz.

O economista ressalta que, mesmo com menor uso de químicos nos últimos dois anos pelos produtores, os fertilizantes NPK ainda são “indispensáveis”.

“A aplicação de fósforo (P) na lavoura, que teve uma forte queda no consumo em 2022, pode reduzir entre uma safra e outra, porque existem estoques no solo. Por outro lado, se o produtor corta o uso desse fertilizante na sua totalidade, pode acabar comprometendo a safra”, comenta.

Do Money Times, editado.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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