Relato do F1.Mania.net, editado
Max Verstappen venceu sem problemas o GP de Mônaco da F1. Na corrida deste domingo (28), após um passeio do holandês da Red Bull pelas ruas de Monte Carlo, o bicampeão garantiu a quarta vitória da temporada 2023.
Luzes apagadas e saída autorizada nas ruas de Mônaco. Como o esperado, Verstappen conseguiu manter a primeira colocação sem dificuldade, enquanto Alonso tentou, mas se manteve na segunda colocação.

Mais para trás, um enrolo foi visto com os pilotos do fundo do pelotão com alguns toques. Quem levou a pior foi Lance Stroll que acertou o muro de proteção e ficou pelo caminho, caindo para 17º.
Enquanto isso, a Red Bull tentou dar um pulo do gato com a estratégia de Sergio Pérez. O mexicano, que largou da última posição, foi aos boxes ainda na primeira volta para colocar os pneus duros e, assim, não precisar mais parar.
Os competidores do final estavam bastante insatisfeitos com a largada. Inclusive, Logan Sargeant veio ao rádio com a Williams para perguntar o que estavam fazendo, por conta da grande bagunça.
Com cinco voltas completadas, Nico Hülkenberg levou uma punição por colisão contra outro carro. Neste momento, a ordem era Verstappen em primeiro com 1s9 de respiro para Alonso, segundo. Esteban Ocon, Carlos Sainz e Lewis Hamilton completam o top-5.
Entre o ponteiro da Red Bull e o heptacampeão da Mercedes, os competidores estavam separados por mais de 11s.
Quando vinha em briga por posição contra Ocon, Sainz sofreu um grande susto. O espanhol vinha no ataque em cima do francês pela terceira colocação e acabou tocando a traseira do adversário, danificando a asa dianteira, mas não precisou ir aos boxes.
Já se passaram 14 voltas do GP de Mônaco da F1 e Verstappen segue sem problemas na primeira colocação seguido por Alonso, Ocon, Sainz, Hamilton, Leclerc, Gasly, Russell, Tsunoda e Norris completando a zona de pontos.
Kevin Magnussen, então, fez uma ultrapassagem bonita em cima de Logan Sargeant. O piloto conseguiu ultrapassar por dentro, apesar de um toque, e assumiu a 15ª colocação – na sequência foram as vezes de Stroll e Pérez.
Poucas coisas aconteciam durante a corrida. Com 22 voltas de 78 previstas, a maior perseguição do momento era do pilotpo da casa, Leclerc, em cima de Hamilton para tentar assumir a quinta colocação – a distância entre eles era 1s2.
A chuva veio chegando devagar.
Antes da metade da corrida, as equipes começavam a apontar uma possibilidade de chuva aos pilotos. Desde o início da semana a previsão indicava chance de precipitação para a corrida.
Verstappen estava a 11s5 de vantagem na primeira colocação com 29 giros já feitos em Monte Carlo. Entretanto, com pneu médio, o holandês se queixou que a borracha dianteira esquerda estava bastante desgastada. Na sequência, reclamou do tráfego.
Na volta 32, então, os primeiros pilotos da ponta começavam a ir aos boxes. Quem puxou a fila foi Hamilton, que calçou o duro e voltou na oitava colocação, imediatamente atrás do companheiro Russell.
Depois, foi a vez de Ocon, que estava na terceira colocação, ir para o pit-stop. Acontece que a Alpine fez uma parada bastante lenta e devolveu o francês apenas no sétimo posto, à frente de Lewis e atrás de George.
Carlos não ficou feliz com a atitude de parada da Ferrari. O espanhol veio se queixar no rádio questionando sobre Ocon, que parou e ficou à frente, e a equipe italiana respondeu dizendo que estavam se protegendo de Hamilton. Na resposta, disse que não estava preocupado com o britânico.
40 voltas e a ordem na pista era Verstappen, Alonso, Leclerc, Gasly, Russell – esses todos ainda sem parar -, Ocon, Sainz, Hamilton, Tsunoda e Norris completando os dez primeiros.
Na volta 49 de 78, foi a vez de Charles fazer sua passagem pelos boxes. Neste momento, apenas metade dos pilotos havia feito o pit-stop, com os três primeiros, Verstappen, Alonso e Russell, ainda precisando fazer a parada.
Russell começou a se queixar dizendo que em alguns pontos do circuito já começava a chover. Inclusive, o inglês veio ao rádio dizendo que começava a chover mais e mais.
A chuva começava a apertar cada vez mais em Mônaco com 23 voltas para a bandeira quadriculada e neste momento, Alonso foi aos boxes. Acontece que o bicampeão calçou pneu médio, enquanto os demais competidores começaram a calçar os compostos intermediários – pista molhada, mas não muito.
A Aston Martin logo percebeu o erro que cometeu porque na volta seguinte, chamou o espanhol mais uma vez para o pit-stop, mas o competidor conseguiu manter a segunda colocação.
O caos começava a se instalar nas ruas do Principado. Primeiro, Sainz rodou sozinho, mas deu sorte de não acertar o muro de proteção, enquanto Lance Stroll não foi tão feliz, pois bateu e perdeu a asa dianteira.
Pérez também acabou sendo uma das vítimas do circuito molhado. O piloto chegou a bater levemente a traseira de seu RB19, mas o mexicano, ainda no fundo do pelotão, conseguiu controlar o carro para não abandonar.
Com pista molhada e restando 17 voltas para o final, a ordem era Verstappen em primeiro a 15s7 de vantagem para Alonso, segundo. Ocon, Hamilton, Russell, Leclerc, Gasly, Sainz, Tsunoda e Norris completando a zona de pontuação.
As brigas que vinham se desenhando na reta final da disputa eram a de Hamilton em cima de Ocon pela terceira colocação – o inglês estava a 1s do francês, e de Norris em cima de Tsunoda pelo nono posto – o titular da McLaren estava a 0s7 do japonês.
Após o caos instaurado pela chuva, acidentes, batidas, rodadas e a decisão por pneus de chuva extrema ou intermediários, a pista começava a secar na mesma velocidade que molhou. Inclusive, Pérez reclamou com a Red Bull que tudo estava mudando muito rapidamente.
Globo Esporte

