Igreja do Pó: organização religiosa lavava dinheiro do tráfico.

Entre as ações do Ministério Público de Minas Gerais está o bloqueio de R$ 170 milhões em contas de membros da organização criminosa

Entre as ações do Ministério Público de Minas Gerais está o bloqueio de R$ 170 milhões em contas de membros da organização criminosa - Ministério Público de Minas Gerais/Divulgação

Um grupo criminoso suspeito de movimentar aproximadamente R$ 6,7 bilhões em lavagem de dinheiro é alvo da Operação Mamon, que cumpre mandados em cinco estados brasileiros.

O grupo usava empresas fantasmas, uma igreja e uma rádio evangélicas para fazer a lavagem de dinheiro, segundo o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais). Os dois estabelecimentos religiosos estão localizados em Vespasiano (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte.

Os bilhões foram movimentados ao longo de cinco anos. O grupo, segundo o MP, “lavava quantias” oriundas de crimes como fraudes, estelionatos e tráfico de drogas, e até mesmo de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os mandados foram cumpridos em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Alagoas e Amapá. As investigações começaram há dois anos, após comunicações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), segundo explicou o promotor de Justiça Gabriel Mendonça: “É uma grande ‘lavanderia’ que tem por objetivo o branqueamento de capital ilícito”, disse.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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