O presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, participou, hoje, da abertura da 17ª Bahia Farm Show, em Luis Eduardo Magalhães (BA). Em discurso, o chefe de Estado criticou o clima de ódio que se instaurou no país desde as últimas eleições presidenciais e prometeu apoiar as obras necessárias para o agronegócio. “Tenho noção do retrocesso do país. O agronegócio viu o Plano Safra do ano passado, talvez o pior da história”, afirmou Lula.
Ele lembrou o público presente — composto por ministros, parlamentares estaduais e federais, representantes de entidades do setor produtivo e empresas — de que os juros durante seu governo giravam em torno de 2%. “Hoje estão em mais de 13%”.
Lula afirmou que o governo estuda uma parceria público-privada para expansão da BR-242, que conecta o município de Luis Eduardo Magalhães ao de Barreiras e que é uma demanda do setor produtivo. Lula também afirmou que o governo quer concluir a ferrovia leste-oeste.
“Quero que comparem nosso governo em dezembro de 2026 com qualquer outro, até com o meu. Eu vim para fazer mais do que eu já fiz, muito mais”.
Ao reforçar que a eleição acabou, Lula defendeu que o agronegócio precisa jogar o ódio no lixo. Ele disse ter ligado pessoalmente para o presidente da China, Xi Jiping, para destravar a entrada de 70 mil toneladas de carne no país asiático que tinham tido um problema. “E não precisa agradecer. Quero que continuem produzindo, para que a carne baixe aqui também. O povo quer picanha”, repetiu um de seus bordões.
O presidente também reforçou que seu governo não fará distinção entre a agricultura familiar e o agronegócio, representados na abertura pelos ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e da Agricultura, Carlos Fávaro.
Do Globo Rural
Durante o evento, alguns rapazes alegres vaiaram Lula. E gritaram: “ladrão, ladrão”. Certamente condenando-o pelo desvio de 10 bilhões da Caixa para pagamentos de auxílios indevidos na pré-eleição, pela apropriação indevida de joias e presentes dos árabes e pela prática de rachadão nos saques dos cartões corporativos. Os tempos em que “Lula” roubava com o Queiroz já passaram. A mordida entre 2019 e 2022 foi mais gulosa.
