Milho irrigado: alta produtividade, de até 200 sacas/hectare.
A colheita do milho no Oeste baiano está no final. A cotação da saca de 60 kg experimentou hoje uma leve reação, de 1% para R$46,00, enquanto há um mês valia R$70,00. O indicador ESALQ/Bovespa também mostra leve reação de 0,20% para R$54,47. Na Bolsa de Chicago, as chuvas reduzidas no Cinturão do Milho elevaram a cotação do cereal em 3,50% para US$6,4375 o bushel de 25,401 kg.

A colheita do milho, safra verão, no Oeste da Bahia chega a 85%. Os dados são do levantamento realizado pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). O cereal é uma das culturas mais importantes da região e do Brasil onde foram plantados 180 mil hectares, alcançando produtividade em torno de 185 sacas por hectare e volume total de 1.78 milhão de toneladas do grão na safra 2022/2023.
Apesar de algumas intercorrências, calcula-se uma boa produtividade. “Apesar de algumas dificuldades como a cigarrinha, ou o ataque de lagartas, a exemplo da Spodoptera frugiperda, que tem incomodado bastante os agricultores, o panorama parcial da atual safra é satisfatório e as lavouras apresentaram potencial incremento de pouco mais de 30% de produtividade”, é o que destaca o gerente de Agronegócio da Aiba, Aloísio Júnior.
Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de milho 2022/2023, na Bahia, poderá superar 4,0 milhões de toneladas. As principais contribuições provêm da primeira (2,7 milhões de toneladas) e da terceira (1,1 milhão de toneladas) safra do cereal. Em seu conjunto, a produção de milho, no estado, apresenta previsão de crescimento de 20,2% em relação ao período.
O cereal ocupa posição estratégica no abastecimento de milho no Nordeste, devido à sua localização e produção, uma vez que os demais estados da região são consumidores do produto, principalmente Pernambuco e Ceará, que apresentam um saldo deficitário entre a quantidade produzida e o consumo, e, ao mesmo tempo, têm uma produção de aves significativa. A aquisição deste produto dos estados do Sul, Sudeste e Centro Oeste para produção de rações tornam a avicultura uma atividade não competitiva, dado ao elevado custo com o transporte.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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