Rombo de R$ 1 trilhão (2019) no Banco Central pode implicar em cassação de Campos Neto no Senado.

A CGU apontou inconsistências contábeis no balanço da instituição no 1ª ano da gestão do candidato derrotado em 2022, Jair Bolsonaro, e agora aliados do Presidente Lula avaliam usar processo para forçar saída

Aliados do presidente Lula no Congresso avaliam usar um processo contra o Banco Central no TCU (Tribunal de Contas da União) para forçar a saída de Roberto Campos Neto, presidente da autarquia, caso ele continue resistindo à redução da taxa básica (Selic)“, informa o jornalista Diego Felix, da coluna ‘Painel S.A‘, da ‘Folha de S. Paulo‘.

Isso porque o TCU (Tribunal de Contas da União) apura supostas inconsistências contábeis de R$ 1 trilhão, apontadas pela CGU (Controladoria-Geral da União), no balanço de 2019 no BC, durante o primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (PL).

Tais demonstrativos não refletem adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a situação patrimonial, o resultado financeiro e os fluxos de caixa do BC“, concluem auditores.

Segundo parlamentares envolvidos nessas discussões, há uma estratégia com alguns assessores do presidente Lula para obter a condenação do BC e de Campos Neto pelo plenário do TCU, dando combustível para que o Senado abra processo de cassação de seu mandato.

O presidente Lula e diversos integrantes do governo vêm fazendo duras críticas ao chefe do BC por manter a Selic em 13,75% ao ano. Mesmo com uma inflação em queda, Campos Neto não cede à pressão do governo.

Do Urbs Magna.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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